Tratamentos contemplam 13 indicações de câncer e devem beneficiar mais de 116 mil pessoas; Ministério da Saúde prevê ampliar para 23 o número de novos fármacos disponibilizados na rede pública até o fim de 2026

O Ministério da Saúde iniciou, em outubro de 2026, a oferta de nove medicamentos oncológicos no Sistema Único de Saúde (SUS). Os tratamentos abrangem 13 indicações para diferentes tipos de câncer e integram uma estratégia de ampliação do acesso a tecnologias de saúde em todas as regiões brasileiras. A previsão é beneficiar mais de 116 mil pessoas com essa etapa de implementação.

Entre os medicamentos disponibilizados estão trastuzumabe, abemaciclibe, acetato de lanreotida, pazopanibe, rituximabe, abiraterona, gefitinibe, alfatirotropina e sunitinibe. As indicações incluem cânceres de mama, estômago, próstata, pulmão, rim e tireoide, além de tumores neuroendócrinos, leucemia linfocítica crônica e diferentes tipos de linfoma.

A oferta começa em 20 centros de tratamento distribuídos pelas cinco regiões do País, com previsão de expansão para os demais serviços até o fim do ano. Segundo o Ministério da Saúde, a iniciativa inclui medicamentos que já estavam incorporados ao SUS, mas ainda não eram ofertados efetivamente em determinados serviços, além da ampliação de indicações de fármacos já utilizados na rede pública.

Para viabilizar a ampliação, o governo federal adotou diferentes estratégias de aquisição e financiamento dos medicamentos, incluindo compras diretas, negociações de preços para aquisição pelos estados e aumento de repasses aos serviços oncológicos. O investimento estimado para viabilizar os 23 fármacos previstos até o fim de 2026 é de aproximadamente R$ 4 bilhões por ano.

A iniciativa também prevê mudanças na assistência oncológica, como a ampliação do acesso a exames diagnósticos, a atualização dos valores pagos por procedimentos e o financiamento de cirurgias videotorácicas para o tratamento do câncer. Entre as ações anunciadas está a implantação do rastreamento do câncer colorretal no SUS, com distribuição de testes e encaminhamento para exames complementares quando indicados.

A ampliação da oferta de tratamentos e dos serviços de diagnóstico envolve desafios relacionados à organização da rede assistencial, à capacitação das equipes e à continuidade do cuidado.

Para os profissionais de Saúde e Segurança do Trabalho, acompanhar as políticas públicas de prevenção, diagnóstico e tratamento de doenças contribui para a compreensão dos recursos disponíveis na rede pública e para a orientação dos trabalhadores sobre os caminhos de acesso à assistência.