O Ministério da Saúde publicou o Guia de Cuidado para Pessoas com Problemas Relacionados a Jogos de Apostas, documento voltado à orientação de profissionais e gestores do Sistema Único de Saúde (SUS) para o acolhimento, acompanhamento e tratamento de pessoas afetadas pelo uso problemático de jogos de apostas. A iniciativa foi elaborada pelo Departamento de Saúde Mental, Álcool e Outras Drogas da Secretaria de Atenção Especializada à Saúde. 

A publicação reúne diretrizes para a organização do cuidado na Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), apresentando estratégias para identificação precoce de casos, avaliação clínica, definição de fluxos de atendimento e articulação entre os diferentes serviços da rede de saúde. O material também aborda a atuação integrada com políticas públicas de assistência social, educação e justiça. 

Segundo o Ministério da Saúde, o guia considera que os problemas relacionados às apostas podem estar associados a impactos na saúde mental, incluindo ansiedade, depressão, endividamento, conflitos familiares e rompimento de vínculos sociais. O documento orienta que o cuidado seja desenvolvido de forma humanizada, em liberdade e com foco na redução de danos e na singularidade de cada pessoa atendida. 

Entre as recomendações, o material destaca a importância da escuta qualificada, da construção compartilhada do plano terapêutico, do acompanhamento contínuo e da participação da família e da rede de apoio quando pertinente. O guia também apresenta orientações para o manejo de situações de maior vulnerabilidade e para o encaminhamento entre os diferentes níveis de atenção do SUS. 

A publicação integra um conjunto de ações do Ministério da Saúde relacionadas aos impactos do crescimento das apostas, especialmente no ambiente digital. O objetivo é subsidiar profissionais da rede pública com orientações técnicas para qualificar o atendimento às pessoas que apresentam sofrimento ou prejuízos decorrentes dessa prática. 

O guia está disponível para consulta pública e pode ser utilizado por equipes da Atenção Primária à Saúde, Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), serviços especializados e demais profissionais envolvidos na assistência em saúde mental, servindo como referência para a organização das linhas de cuidado no SUS.