Em 2024, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) iniciou a revisão do seu Código de Conduta em Segurança e Saúde no Trabalho Florestal, originalmente publicado em 1969 e com versão anterior de 1998. 

A atualização incorporou novas áreas que demandam melhores práticas de proteção, incluindo diretrizes sobre sistemas de gestão em SST, comunicação e registro de acidentes, além de recomendações relacionadas a riscos como agentes químicos, ruído, vibração, condições climáticas extremas, perigos biológicos e saúde mental.

No Brasil, as contribuições foram articuladas pela Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho (Fundacentro), em diálogo com representantes sindicais, governamentais e de empregadores.

Dados divulgados pela Fundação em 2024 indicam mais de 2 mil registros envolvendo extrativistas florestais, sendo 1.824 acidentes típicos, 165 de trajeto e 33 doenças relacionadas ao trabalho. Na mecanização agropecuária e florestal, foram contabilizados 5.560 acidentes, dos quais 4.862 típicos, 652 de trajeto e 46 doenças ocupacionais. Já entre trabalhadores da indústria extrativa e da construção civil, o volume chegou a 47.169 casos no período analisado.

O lançamento do código revisado ocorreu no início de 2026.

Entidades sindicais brasileiras e representantes de organizações internacionais participaram do processo de atualização do documento, incluindo a Confederação Nacional dos Sindicatos de Trabalhadores nas Indústrias da Construção e da Madeira da CUT (Conticom) e a Federação Internacional de Trabalhadores da Construção e da Madeira (BWI/ICM). 

Entre as contribuições mencionadas estão propostas relacionadas à comunicação das operações florestais à Inspeção do Trabalho, fortalecimento da representação dos trabalhadores nas ações preventivas e formalização das relações de trabalho.