O presidente da ABRESST, Dr. Ricardo Pacheco, participou nesta semana do RH Summit 2026, no Expo Center Norte, um dos maiores encontros de lideranças de recursos humanos, gestão e cultura corporativa do País.
O evento reuniu milhares de profissionais para discutir os impactos das transformações no mundo do trabalho, com destaque para inteligência artificial, liderança, ESG, saúde do trabalhador e a entrada em vigor das atualizações da NR-1.
Segundo Dr. Ricardo Pacheco, a NR-1 dominou grande parte das discussões entre executivos, profissionais de RH, jurídicos e especialistas em saúde ocupacional, evidenciando o tamanho da preocupação das empresas com a adaptação às novas exigências relacionadas ao Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO) e aos fatores de risco psicossociais.
Durante o evento, o presidente da ABRESST destacou, porém, a necessidade de corrigir uma interpretação que vem ganhando espaço no mercado: a ideia de que a NR-1 seria “a norma da saúde mental”.
Para ele, essa leitura simplifica excessivamente o alcance da norma.
“A NR-1 não é uma norma de saúde mental. Ela é uma norma estruturante de gestão de riscos ocupacionais. Os fatores psicossociais são apenas uma parte desse processo, embora extremamente relevante no cenário atual”, afirmou.
O médico ressaltou que a atualização da NR-1 amplia a responsabilidade das empresas sobre a identificação, avaliação e controle de riscos relacionados à organização do trabalho, mas sem substituir outras obrigações técnicas, ergonômicas, operacionais e preventivas já previstas na legislação de SST.
Ainda assim, o balanço da participação no evento foi considerado bastante positivo. Segundo ele, o RH Summit demonstrou um amadurecimento importante do ambiente corporativo na compreensão de que saúde ocupacional, produtividade, cultura organizacional e sustentabilidade dos negócios estão cada vez mais conectados.
Também evidenciou que o tema deixou de ser restrito às áreas técnicas e passou a ocupar espaço estratégico dentro das organizações, envolvendo lideranças, conselhos, jurídico, compliance e gestão de pessoas.
O avanço das discussões representa uma oportunidade importante para fortalecer a cultura preventiva nas empresas, desde que o debate sobre riscos psicossociais ocorra de forma técnica, equilibrada e integrada às demais dimensões da saúde e segurança do trabalho.