A ABRESST participou da Aula Magna promovida pelo Sincovaga/SP, realizada em 18 de setembro, com o tema “Os impactos da NR-1 a partir de maio de 2026”.
O evento reuniu profissionais de saúde e segurança do trabalho, especialistas e empresas interessadas em se antecipar às mudanças que entrarão em vigor, discutindo requisitos técnicos, jurídicos e ocupacionais decorrentes da atualização normativa.
Durante a aula, foram abordados os principais pontos de alteração da NR-1, incluindo a obrigatoriedade expressa de incluir os fatores de risco psicossociais no Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO), conforme a Portaria nº 1.419/2024, com aplicação integral prevista para 26 de maio de 2026, após período educativo de adaptação.
A ABRESST destacou que as mudanças exigem preparação antecipada das empresas, sugerindo medidas como: revisão do Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR), atualização de inventários de riscos, avaliação ergonômica, elaboração de planos de ação e capacitação das equipes técnicas e da liderança para gestão de fatores psicossociais.
Além disso, a entidade enfatizou a importância de uma abordagem jurídica clara, para que as organizações compreendam seus deveres, prazos e consequências legais, assim como a implementação de iniciativas voltadas à promoção da saúde mental e bem-estar dos trabalhadores.
O evento contou com a participação ativa da diretoria da ABRESST, incluindo o presidente Dr. Ricardo Pacheco e o vice-presidente Eduardo Marcatto, que reforçaram a presença da entidade e seu compromisso com a saúde e segurança do trabalho no País, além da jurista Vanessa Sapiencia.
Durante a palestra “A nova era da saúde ocupacional – Como o PCMSO se reinventa a partir da NR-1”, Dr. Ricardo Pacheco destacou o papel transformador do PCMSO, que deixa de ser “mera obrigação burocrática” para se tornar protagonista no gerenciamento integrado da saúde física e mental nas empresas.
Dr. Ricardo apresentou dados expressivos sobre saúde mental, destacando mais de 472 mil afastamentos por transtornos mentais, com aumento de 68% em relação a 2023, incluindo crescimento de 76% nos casos de ansiedade e 69% nos casos de depressão. Ele enfatizou que, sob a nova NR-1, o PCMSO deverá responder não apenas pela saúde física, mas também assumir responsabilidades claras em saúde mental, com diagnóstico precoce, encaminhamento e suporte contínuo aos trabalhadores.
Por fim, a ABRESST reforçou que o PCMSO deve assumir papel estratégico nas organizações, contribuindo para reduzir afastamentos, melhorar o bem-estar dos trabalhadores e fortalecer a função preventiva.
A ABRESST reafirma seu compromisso em apoiar empresas nessa transição normativa, oferecendo suporte técnico, capacitação, disseminação de boas práticas e representatividade institucional, garantindo que a Saúde e Segurança do Trabalho seja cada vez mais humana, integrada e eficaz.