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Data: 10/11/2015 / Fonte: G1 
 
Mariana/MG - A terceira vítima do rompimento de duas barragens da mineradora Samarco, em Marina, Região Central de Minas Gerais, foi identificada nesta segunda-feira (9). O corpo, encontrado na cidade de Rio Doce, a quase 100 km de distância do local do acidente, é de Waldemir Aparecido Leandro, de 48 anos. Ele trabalhava na Geocontrole, terceirizada da mineradora.
 
Além de Waldemir, também já foram identificados os corpos de Cláudio Fiuza, de 40 anos, e Sileno Narkievicius de Lima, de 47. Nesta segunda, mais um corpo foi encontrado, próximo a Barra Longa, a 70 km de Bento Rodrigues. Ainda não há informações sobre sexo ou idade da vítima.
 
A partir desta terça (10), a Samarco dará licença remunerada a 85% de seus 3.000 trabalhadores, tanto da unidade de Germano (MG), onde ocorreu o rompimento das barragens de Santarém e Fundão, quanto de Ubu (ES), onde funciona o usina de pelotização do minério de ferro.
 
Segundo a empresa, os 15% restantes do efetivo vão permanecer trabalhando na apuração das causas do rompimento das barragens e no atendimento às pessoas atingidas.
 
Atividades embargadas
A Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Minas Gerais informou nesta segunda que todas as atividades da Samarco na região de Bento Rodrigues, em Mariana, estão suspensas desde a última sexta (6).
 
A empresa não poderá operar na mina de Gernamo, de onde extrai minério de ferro, até que repare todos os danos causados pelo rompimento das barragens. Durante esse período, a Samarco só poderá fazer ações emergenciais, que minimizem o impacto do rompimento e previna novos danos.
 
Em comunicado no domingo, a Samarco já havia anunciado que, assim que acabar os estoques de minério em Ubu, as atividades na usina também serão suspensas.
 
Danos
O rompimento das barragens causou uma enxurrada de lama que destruiu o distrito de Bento Rodrigues, em Mariana, e a mancha segue pelo Rio Doce em direção ao Espírito Santo, onde deve chegar na madrugada desta terça-feira, segundo previsão do Serviço Geológico do Brasil (CPRM).
 
As cidades se preparam para a chegada da lama. Em Linhares, a foz do Rio Doce começou a ser aberta, na manhã desta segunda, no distrito de Regência, para dar vazão à lama.
 
Além de Linhares, Baixo Guandu e Colatina também serão afetadas. Em Colatina, a captação no Rio Doce ficará suspensa por tempo indeterminado e a população está estocando água.
 
O Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema) acionou a Samarco para que distribua água e monitore o Rio Doce no Espírito Santo. A empresa terá que apresentar um Plano de Monitoramento e Reparação para as cidades do estado.
 
No Espírito Santo e em Minas Gerais, o Ministério Público Estadual abriu inquérito civil para apurar os responsáveis pelo acidente, que já é considerado o maior desastre ambiental em MG.
 

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